JUVENTUDE SOCIALISTA DE FAFE ORGANIZOU SESSÃO DE ESCLARECIMENTO SOBRE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E VIOLÊNCIA NO NAMORO
A Juventude Socialista de Fafe organizou no sábado (dia 21 de Fevereiro), às 15:30h no auditório da Biblioteca Municipal de Fafe, uma sessão de esclarecimento sobre violência doméstica e violência no namoro, aberta a toda a população fafense.

Num auditório repleto de jovens, o painel da sessão foi constituído por Dra. Maria Augusta, da Amnistia Internacional; Dra. Teresa Sofia Silva, Gestora do Gabinete de Apoio à Vítima de Braga – APAV; Dra. Cristiana Silva da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género – CIG; dois agentes do Núcleo de Investigação e Apoio ás Vítimas (NIAVE – GNR); e pela Dra. Sylvie Oliveira do Núcleo de Braga da Associação União de Mulheres Alternativa Resposta.
A Dra. Maria Augusta, da Amnistia Internacional, explanou o cenário internacional e europeu da violência sobre as mulheres, evidenciando que a “violência sobre as mulheres é das mais vastas e persistentes violações de Direitos Humanos, e manifesta-se em diversos contextos, na família, na comunidade, nas instituições estatais, em situações de conflito e pós conflito armado”. A Dra. Teresa Sofia Silva, Gestora do Gabinete de Apoio à Vítima de Braga – APAV, que focou as formas de violência doméstica, suas causas e consequências, mencionou que em 2008 “o Gabinete de apoio à vítima de Braga atendeu dez mil mulheres”, salientando que “15 mulheres de Fafe recorreram a esta instituição particular de solidariedade social de apoio à vítima de crime”.

A Dra. Cristiana Silva da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género – CIG, por sua vez, abordou a problemática da violência no namoro, acentuando que “estudos recentes indicam que um em cada quatro jovens é vítima de violência nas relações de namoro”, sendo que a maioria, “não entende esta forma de violência como desajustada, para muitos jovens as manifestações de ciúme ainda são confundidas com provas de amor”. Os agentes do Núcleo de Investigação e Apoio ás Vítimas (NIAVE – GNR), que visa a “prevenção, acompanhamento e investigação das situações de violência exercida sobre as mulheres, sobre as crianças e sobre outros grupos específicos de vítimas”, salientaram a dualidade desta realidade em Fafe “um concelho em que as vitimas de violência doméstica estão a denunciar mais os agressores, sendo que mais queixas não significa um agravamento do problema”, realçando que “as vítimas começam a deixar de ter vergonha e medo de denunciar o agressor”.A Dra. Sylvie Oliveira do Núcleo de Braga da Associação União de Mulheres Alternativa Resposta, uma associação de mulheres constituída em 1976 que visa “incrementar uma mudança nas sociedades contemporâneas, reivindicando um processo de feministização dos domínios político, económico e sociocultural”, falou sobre o feminismo e a sua relação no contexto da violência doméstica, alertando para a realidade trágica de “no final do ano de 2008, quarenta e quatro mulheres terem morrido em Portugal vítimas de violência doméstica”


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