Num auditório que se encheu de população, marcaram presença na sessão, muitos jovens, vários presidentes de junta, dirigentes de associações culturais e recreativas, e de instituições do concelho de Fafe ao nível do ensino, assim como o Presidente da Câmara e membros do executivo municipal.

O painel da conferência foi constituído pelo Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), Carlos Lage; pelo deputado da Assembleia da República, Miguel Laranjeiro, membro da Comissão de Assuntos Económicos, Inovação e Desenvolvimento Regional; e pelo docente universitário Américo Mendes, professor da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica (Porto).

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Porto (CCDR-N) salientou que “esta iniciativa da Juventude Socialista de Fafe assume-se como um debate importante para se falar sobre a Regionalização”, sustentando que “a Regionalização representa uma importante força política que cria centros de decisão de proximidade” e que gerará “novas visões e concepções da política e do território”. Carlos Lage assegurou que a “regionalização não é contra o poder local, é um aliado dos municípios”, e defendeu que é impensável fazer “descentralização económica sem descentralização política", sendo que "a criação das regiões administrativas ajudará a resolver a crise económica da região Norte".


O deputado da Assembleia da República, Miguel Laranjeiro reiterou o compromisso político do PS em avançar na descentralização de competências para as autarquias locais. Para Miguel Laranjeiro a Regionalização é um “processo que visa a diminuição das desigualdades de desenvolvimento que existem no país e que irá “promover um desenvolvimento equilibrado e a coesão económica e social do Estado”. Assegurou que “a Regionalização assente no modelo das cinco regiões não vai levar ao aumento da carga fiscal, vai sim fazer uma repartição diferenciada dos impostos”, criando “um estado mais justo e equilibrado, que gerará “uma lógica agregadora da região Norte, capacitando os territórios de massa crítica e melhorando a administração do Estado”.
O Professor Doutor Américo Mendes defendeu “que num período marcado pela Globalização faz todo o sentido falar e fazer a Regionalização” porquanto “ a escala de governo regional é essencial para desfazer as desigualdades sociais”. Segundo o docente universitário a Regionalização “consiste em fazer com que decisões públicas que dizem especificamente respeito a territórios mais restritos que o país no seu todo, mas mais vastos do que os municípios deixem de ser tomadas pela Administração Central ou organismos dela dependentes e passem a ser tomadas por órgãos eleitos pela população dessas regiões”.
Saliente-se no período de debate, a intervenção do Presidente da Câmara Municipal de Fafe, José Ribeiro, “que sempre se assumiu como um regionalista convicto”, e que referiu “que falta um patamar de organização do poder entre a esfera central e a esfera local para resolver problemas e assuntos”. Para José Ribeiro “ as regiões com orçamentos fariam uma melhor gestão e redistribuição dos recursos dos país”.

No final da conferência o líder da JS – Fafe, Daniel Bastos, assumiu que num período em que a Regionalização regressa à agenda política nacional, a JS-Fafe defende que a Regionalização é um instrumento fundamental no desenvolvimento local, contribuindo para diminuir as desigualdades ao nível do desenvolvimento regional e aumentar as oportunidades para as pessoas das regiões do interior, em particular dos jovens”, e que a Juventude Socialista de Fafe tinha dado com “este debate alargado um importante contributo para o esclarecimento da população do concelho sobre a Regionalização, tendo envolvido e recebido contributos de vários sectores da sociedade fafense”.






