Mostrar mensagens com a etiqueta Povo acordou e atitude mudou. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Povo acordou e atitude mudou. Mostrar todas as mensagens

10/29/2012

O Povo acordou e Atitude mudou


O que pretendo partilhar com vocês, é algo que me faz agitar por dentro, toca no sentimento de indignação e de fúria. E isso sucedia-se sempre que a minha atenção se prendia ao televisor na hora dos noticiários. 
Ficou bem evidente, nas últimas eleições legislativas que o Povo queria a esquerda na rua e assim se abriram portas para um governo à direita.
Lançadas as primeiras medidas deste governo após a sua toma de posse, os noticiários davam conta dos pormenores que saiam Palácio de São Bento. Como é típico do jornalismo, as televisões portuguesas vinham para rua questionar a população sobre as novas medidas, entre as quais imposto extraordinário sobre subsídios de Natal, aumento nos escalões de IRS e IRC, supressão dos feriados, aumento do IVA na restauração e etc. Confrontadas as pessoas com estas medidas a sua reacção maioritariamente era de conformismo e de aceitação, respondendo o maior número “Temos de fazer alguns sacrifícios” ou “ Não temos alternativa, vamos ter que cortar noutras coisas”. Bem, na sua maioria o tom de voz com que comentavam as notícias sobre os cortes e aumentos era de consentimento e de aprovação.
E é, este conformismo claro do Povo, que fomentava dentro de mim o sentimento de revolta. E eu pensava! Como é possível os portugueses não reagirem? Como é possível nós seremos tão comodistas com as situações? Questionava-me pelo porquê das respostas dos portugueses, e pensava nas respostas que eu própria daria.
É certo que Povo esperançava por mudanças, mudanças que interviessem no sentido de colocar o país nos eixos, e as pessoas esperaram 1 mês, meio ano, 1 ano e as mudanças que se registaram foram tudo, menos o que aguardavam. Foi então, em consequência dessa espera que os portugueses desesperaram, e o Povo acordou e Atitude mudou.
A postura passou de passividade para uma atitude de revolta e indignação, através de reacções actualmente bem visíveis nas manifestações e as greves gerais.  
Termino, dizendo que nenhum de nos deverá aceitar as decisões que os outros tomam por nós, sobretudo se elas não vão ao encontro dos nossos ideais ou estão em contra-senso a nossa opinião, seja o assunto a politica, a nossa vida pessoal e/ou a vida profissional. Se felizmente vivemos num país democrático, usá-la-emos em nosso proveito para exprimir verbalmente o que nos descontenta, sem esquecer de contribuir de forma construtiva para melhorar a sociedade.