O Partido Socialista de Fafe, no âmbito da pré-campanha eleitoral, as legislativas de 2015, trouxe para cima da mesa um tema sensível e de grande preocupação por parte da população, "O Estado Social Português: Que Futuro?".
O debate, ocorreu no passado dia 30 de Julho, no auditório da biblioteca municipal de Fafe, que marcou presença do ilustre e reputado Edmundo Martinho, ex-presidente do Instituto da Segurança Social e actual observador da Segurança Social em Genebra da Associação Internacional S.S., a convite da Comissão Administrativa do PS Fafe, para palestrar sobre a situação actual e futura deste ministério da solidariedade e segurança social.
O Dr. Edmundo Martinho defendeu a necessidade de uma reestruturação e mudança no sistema de pensões, que jamais deverá passar pelos cortes, visto ser uma decisão preguiçosa, pelo que, alega a inevitabilidade de discussão da concertação social da sustentabilidade das pensões, com os parceiros sociais.
O experiente Edmundo Martinho, que conhece e monitoriza os programas da segurança social em todo mundo, em mais 170 países, diz que não conhece nenhum caso, tirando Portugal e Grécia, que implementasse acções que passem pelo corte das pensões já atribuídas.
Eduardo Martinho, alertou para medidas mais flagrante deste governo PSD/CDS, no que toca as medidas sociais, colocando o país em níveis de pobreza e exclusão social de 10 anos, destacando a redução aos beneficiários do abono de família, diminuição do valor de referência do Complemento Solidário para Idosos e das restrições de acesso ao Rendimento Social de Inserção, acusando este governo insensibilidade social.
Ex-dirigente do Instituto da Segurança Social, reprova atitude PSD/CDS, referente a intenção de privatização da segurança social, dando o exemplo de países que entraram em regimes privados, obrigado o Estado a interceder de forma mais intensa do que se tivessem mantido em sistema de regime público.
Por fim, o especialista diz ser fundamental que o sistema protecção social público, deve ser capaz de responder as necessidades das pessoas, bem como, devolver a confiança, nomeadamente aos jovens, visto que quanto mais o Estado se afasta mais as pessoas ficam desprovidas.
A sessão terminou, com perguntas, esclarecimentos e considerações por parte dos presentes, numa sessão que contou com a presença de uma centena de pessoas.
da esq. p/dirt. (Pompeu Martins, Raul Cunha, Edmundo Martinho, Sílvia Soares)